O policial militar Leandro Henrique Pereira foi condenado a 58 anos e 4 meses de prisão por dois homicídios e três tentativas de homicídio ocorridos durante um show sertanejo realizado em novembro de 2022 no Distrito Unileste, em Piracicaba. A sentença foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (12) pelo Tribunal do Júri.

O julgamento começou na manhã de quarta-feira (11) e se estendeu por cerca de 20 horas. Após os debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes, todos considerados duplamente qualificados. O policial já estava preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, para onde retornou após a decisão.

A sessão reuniu grande público no plenário do Fórum de Piracicaba. Durante o julgamento, 12 testemunhas foram ouvidas antes do interrogatório do acusado. O júri popular foi formado por sete pessoas — cinco homens e duas mulheres — e acompanhou os debates ao longo de todo o dia.

De acordo com o promotor Aluísio Maciel Neto, os disparos que mataram e feriram as vítimas foram feitos após um desentendimento durante o evento. A acusação sustentou que o policial atirou depois de um empurra-empurra na festa, atingindo fatalmente Heloíse Magalhães Capatto e Leonardo Victor Cardoso, além de ferir outras três pessoas.

A defesa apresentou uma simulação digital em 3D para tentar demonstrar que o policial teria agido em legítima defesa. Os advogados também argumentaram que os disparos que atingiram as demais vítimas poderiam não ter partido da arma do réu e sugeriram a presença de outro policial armado no local que não teria sido investigado.

Apesar dos argumentos apresentados, os jurados rejeitaram as teses defensivas e confirmaram a autoria dos disparos atribuídos ao policial.

O caso teve uma longa tramitação judicial. O julgamento foi adiado por cinco vezes e teve a substituição do juiz responsável pelo processo. 


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Arquivo / Giro 19 - Julgamento ocorreu nesta quarta-feira na Sala do Júri de Piracicaba

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