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Um total de 70% dos parlamentares mapeados pela Agência Pública como integrantes ou aliados da Bancada das Bets segue com mandatos no Congresso Nacional até 2030. Dos 17 nomes identificados na investigação como parlamentares que contemplaram interesses das casas de apostas ou foram aliados importantes nas articulações desse mercado, 11 foram eleitos no último domingo (4). Um deles, Romário (PL-RJ), só enfrenta nova disputa por eleitores na próxima disputa para o Senado.

A bancada, que não existe formalmente no Congresso, reúne parlamentares que atuaram em pautas relacionadas à regulamentação, tributação e expansão do mercado de apostas online.

A influência do setor não se restringia à apresentação ou votação de projetos: passava também por conversas diretas com líderes partidários, articulações para alterar propostas em tramitação e encontros com representantes e empresários do mercado, como revelado no especial Jogo Perigoso: O Brasil das Bets.

Entre os 11 parlamentares classificados como nomes de base que, direta ou indiretamente, contemplaram interesses das casas de apostas, sete foram eleitos. Luiz Philippe de Orleans e Bragança, foi reeleito pelo PL em São Paulo. Kim Kataguiri, que mudou do União Brasil para o Missão, também conquistou uma vaga pelo estado. Em Minas Gerais, Weliton Prado foi reeleito pelo PSD com 129.366 votos.

Na Bahia, Adolfo Viana (PSDB) foi reeleito com 119.865 votos e João Bacelar (PL), com 107.232. O outro Bacelar da lista, João Carlos Bacelar Batista, concorreu pelo PV e ficou de fora dos vitoriosos, mesmo obtendo 102.654 votos. Em Roraima, Gabriel Mota (União-RR), conquistou vaga com 10.195 votos. Na Paraíba, Cabo Gilberto Silva (PL) e Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara, também foram reeleitos.

Dos seis parlamentares identificados pela Pública como líderes da Bancada das Bets, além de Motta, outros três foram eleitos: Doutor Luizinho (PP-RJ), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Felipe Carreras (PSB-PE), que renovaram seus mandatos na Câmara.

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