Enquanto tudo gira em torno da Copa do Mundo e das apostas, a Agência Pública faz uma escolha diferente: em vez de seguir a bola, nós investigamos o que a Copa fomenta fora do campo.

O jogo mais decisivo dos últimos anos não tem sido disputado no gramado real verdinho, mas nas telas de milhares de brasileiros.

É impossível não reparar em quem patrocina o espetáculo: as casas de apostas estão em tudo. De camisas de jogadores às placas dos estádios, nos intervalos da TV e na transmissão de youtubers e, claro, nas redes sociais, a todo momento. 

As bets entram em campo, e com uma seleção gigante e milionária. É justamente agora, quando a presença das Bets atinge o auge, que escolhemos contar como elas chegaram até aqui e o que têm deixado em seu rastro.

Por isso, a Copa do Mundo é a chave para conectar os pontos de uma investigação inédita sobre as diferentes faces de um problema político, econômico e na saúde pública dos brasileiros.

Hoje, o mercado de apostas afeta milhões de brasileiros endividados, vulneráveis, expostos a uma enxurrada de publicidade e que pagam a conta sem nunca terem se sentado à mesa de negociação.

A série Jogo Perigoso: o Brasil das Bets, foi financiada totalmente pelos Aliados da Agência Pública, sem um centavo das bets.

Os jogadores deste torneio são muitos: lobistas, parlamentares, dirigentes e empresários. O troféu é o controle bilionário de um mercado em expansão. E a verdadeira partida em disputa é se ele deve ou não continuar existindo e se continuar, sob quais regras.

Nesse campeonato de cartas marcadas, aposte no que dá retorno real para o país. Invista na independência da Pública e apoie nossa investigação.

Leia as reportagens do especial

Reportagem Sociedade

Mãe perde filho para as bets e luta para ver influenciadores na Justiça: são traficantes

|

Professora de Uberlândia narra luta por responsabilização pela morte do filho Rafael, aos 26 anos, após vício em apostas

Reportagem Empresas

Aporte milionário da XP e dinheiro das bets ajudam o negócio lucrativo da CazéTV

|

Grupos empresariais lucram em diferentes frentes, com o crescimento do canal e com os patrocínios das casas de apostas

Outras reportagens