Às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) lança o minidocumentário Quem defende o Semiárido nós vamos defender, uma ação estratégica que resgata a origem de luta das políticas públicas que transformaram a vida no território nas últimas duas décadas.
A produção audiovisual da ASA, com 10 minutos de duração, tem a direção de Uilma Queiroz, música original de Jéssica Caitano e narração de Odília Nunes, todas artistas do Sertão pernambucano. O doc está disponível no canal do Youtube da ASA, que, cinco dias após o lançamento no dia 25, alcançou mais de 13 mil visualizações.
Assim como a Carta Política da ASA para as Eleições 2026 e a campanha Voto pela Convivência com o Semiárido, ambas ações da Articulação, o minidoc faz a defesa da reeleição do presidente Lula (PT) e das políticas de convivência voltadas para o território que foram criadas e fortalecidas em governos do PT.
Tem muita coisa em jogo, a gente não pode correr o risco de retrocesso. O Semiárido brasileiro viveu uma situação antes da luta pela convivência, e hoje é outro território depois dessa luta. Isso só foi possível porque somos capazes de incidir nas políticas públicas, e a partir disso garantir orçamento público, explica Cícero Félix, diretor executivo da ASA, sobre o que motivou a produção do curta.
Ele reforça a necessidade de divulgar o minidoc, sobretudo para parentes do Semiárido e da região Nordeste. Esse vídeo precisa chegar nos nossos parentes que migraram, que ajudaram a construir São Paulo e Brasília. Nós estamos espalhados e espalhadas por todo Brasil, complementa.
A história
A narrativa do minidoc acontece no diálogo entre primos do Semiárido, uma mulher que conta como vive hoje no território, e o seu primo que migrou ainda jovem. Reconhece que o povo mudou seu destino ao entender que o problema da região não é a falta de chuva, mas a ausência de políticas públicas adequadas.
Contrastando imagens de arquivo desde a década de 70 com registros atuais, o curta retrata quando o povo era expulso do Semiárido e os que ficavam tinham como única saída as frentes de emergência, que eram vendidas como auxílio.
Logo depois, a produção passeia pelos novos cenários de um território vivo, regado à produção de alimentos saudáveis e um povo que pulsa resiliência. Traz o protagonismo feminino na luta pela convivência com o Semiárido e a criação das cisternas ao som de um rap-repente, feito pela a artista pernambucana, Jessica Caitano, exclusivamente para o curta. A criação das cisternas e sua transformação como política pública (Programa Cisternas) é uma virada de chave da história, narrada com a voz potente de Odília Nunes.
Uilma Queiroz conta que a equipe de produção majoritariamente sertaneja foi uma decisão política. Fazer esse minidocumentário só foi possível por causa de uma equipe incrível. Desde que recebi o convite, quis que nossa equipe fosse formada majoritariamente por profissionais do Semiárido e assim foi, afirma.
Trazer à tona essas imagens, neste momento político, tem a intenção de que jovens possam sentir qual a importância dos governos Lula e Dilma para o nosso povo, é uma forma de enfrentar as narrativas de criminalização da esquerda no Brasil e no mundo, pontua Uilma.
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