Adilson Paes de Souza*

Sou coronel aposentado da Polícia Militar. Homem branco, de classe média alta, com vida estável e confortável. Reconheço que falo de um lugar privilegiado. Justamente por isso, sinto a responsabilidade de alertar você, eleitor ou eleitora indeciso(a), sobre os riscos de um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Sejamos sinceros, a vida não está fácil: alimentos caros, insegurança crescente, falta de esperança. É nesse ambiente que a extrema direita prospera, explorando o medo e a desconfiança. Foi assim nos EUA, na Argentina e no Chile. Prometeram soluções rápidas e milagrosas, mas entregaram crise social agravada, desemprego recorde, fome e miséria. No Brasil, a estratégia é a mesma.

Quem é Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro não tem histórico de projetos relevantes para o povo. Sua trajetória política é marcada por escândalos e vínculos perigosos:

  • Rachadinha na Alerj: investigado por desviar salários de funcionários fantasmas.
  • Milícias: homenagens a Adriano da Nóbrega, contratação de familiares de milicianos e repasses de verba pública a entidades ligadas ao crime organizado.
  • Banco Master: envolvimento em negociação de R$ 134 milhões com banqueiro preso por fraudes bilionárias, parte destinada a financiar propaganda política.
  • Ataques às instituições: defende anistia ampla para golpistas de 8 de janeiro de 2023 e acusa o STF de perseguição.

Esses não são boatos. São fatos documentados em investigações e reportagens.

Quais são os objetivos de Flávio Bolsonaro

  1. Libertar o pai, condenado por crimes contra a democracia.
  2. Anistiar os que tentaram golpe de Estado.
  3. Subordinar o Brasil aos interesses norte-americanos.

Não há compromisso com a população. Há, sim, compromisso com a impunidade e com a destruição das instituições.

O legado do bolsonarismo que não podemos esquecer: a devastação da Amazônia durante o governo de Jair Bolsonaro; o descaso com milhares de vidas perdidas na pandemia; o genocídio contra povos indígenas; as agressões contra imprensa, mulheres, negros e homossexuais.

Como acreditar que o filho será diferente?

O governo Lula não é perfeito. Eu mesmo já o critiquei publicamente. Mas Lula é um democrata. No seu governo, quem critica não sofre ameaça. Democracia é isso: espaço para diálogo, divergência e debate. Flávio Bolsonaro não representa essa possibilidade. Ele representa a continuidade de um projeto autoritário, corrupto e violento.

Por isso, faço este apelo: não repitam o erro cometido em outros países. Votar em Lula é defender a democracia, a soberania nacional e a chance de construir um Brasil mais justo.

Jamais votarei em Flávio Bolsonaro. Meu voto é em Lula.

*Adilson Paes de Souza é coronel aposentado da Polícia Militar do Estado de São Paulo, doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da USP

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