O Sebrae-SP, por meio do Escritório Regional de Ribeirão Preto, realizou na quinta-feira (16), o primeiro de uma série de cinco workshops do Ecossistema Local de Inovação (ELI). O encontro marcou o início do mapeamento histórico do ecossistema de inovação de Ribeirão Preto e reuniu representantes de empresas, universidades, instituições de pesquisa, poder público e sociedade civil para orientar as próximas etapas do programa.
Criado pelo Sebrae-SP, o Ecossistema Local de Inovação (ELI) está sendo implementado em 12 municípios paulistas. A iniciativa busca integrar os diferentes atores do ecossistema de inovação, fortalecendo a cooperação entre empresas, startups, universidades, poder público e instituições de apoio para ampliar a capacidade de inovação e o desenvolvimento do território.
Durante o workshop, os participantes resgataram a trajetória do ecossistema de inovação de Ribeirão Preto, identificando o surgimento das principais iniciativas, instituições, ambientes de inovação e atores que contribuíram para o desenvolvimento do município ao longo dos anos. Divididos em dois grupos, também participaram da construção da trilha empreendedora, mapeando as diferentes etapas do desenvolvimento de uma empresa, desde a concepção da ideia de negócio até sua expansão no mercado.
Para o gerente regional do Sebrae-SP Paulo Arruda, o ELI representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre as instituições que compõem o ecossistema de inovação e transformar essa articulação em resultados concretos para o município.
Nosso objetivo é transformar essa integração em resultados concretos. Queremos unir competências, fortalecer parcerias e construir projetos que contribuam para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Ribeirão Preto, afirmou.
Segundo o gestor de inovação do Sebrae-SP Edgard Neto, o primeiro workshop deu início à construção coletiva do diagnóstico do ecossistema de inovação de Ribeirão Preto, que servirá de base para orientar as próximas etapas do programa.
Neste primeiro workshop, os participantes iniciaram a construção colaborativa do diagnóstico do ecossistema de inovação de Ribeirão Preto. O trabalho reúne informações sobre os principais atores, iniciativas e recursos existentes no município, além de mapear a jornada do empreendedor. Esse levantamento servirá de base para definir prioridades e orientar as ações que serão desenvolvidas ao longo do programa, explicou.
Na avaliação de Dalton Siqueira Pitta Marques, gerente de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Supera Parque de Inovação e Tecnologia, a iniciativa amplia a conexão entre os atores do ecossistema e fortalece o ambiente de inovação.
Mesmo para quem acompanha o ecossistema de inovação de Ribeirão Preto há muitos anos, o workshop revela iniciativas e oportunidades que nem sempre estão no radar. Essa troca amplia as possibilidades de novas parcerias e fortalece a construção de um ecossistema cada vez mais integrado, afirmou Dalton Siqueira.
Para Ricardo Agostinho, gestor da Área 51, hub de inovação do Dabi Business Park, a metodologia aplicada no ELI contribui para organizar as iniciativas do ecossistema e fortalecer a atuação conjunta entre as instituições.
O ELI reúne representantes de diferentes instituições e traz uma metodologia que ajuda a organizar as iniciativas do ecossistema, dando mais consistência às ações. Além disso, essa troca de experiências amplia nossa visão e abre espaço para novas oportunidades e projetos para Ribeirão Preto, afirmou Ricardo Agostinho.
Ao longo dos próximos meses, os participantes se reunirão em novos encontros presenciais para aprofundar o diagnóstico do ecossistema de inovação, definir prioridades e estruturar uma governança local com foco no fortalecimento da inovação e no desenvolvimento econômico de Ribeirão Preto.
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