Para o professor Mohammed Nadir, o presidente Donald Trump é um adepto do sionismo, ideologia política por trás do Estado de Israel.
Ele é adepto das ideias messiânicas dos extremistas israelenses que acreditam na grande Israel sem sua população originária, isto é, os palestinos. Dito isso, os ataques contra palestinos tanto em Gaza como em Cisjordânia, colonatos, ataques às terras agrícolas de palestinos pelos colonos são um indício claro de um plano maior que é eternizar a Nakba desde 1948, concluiu.
Entenda
Nakba é o termo usado pelos palestinos para se referir à criação do Estado de Israel, em 1948, quando cerca de 750 mil palestinos foram expulsos de suas casas e cerca de 500 vilas palestinas foram destruídas, dando início ao drama dos refugiados palestinos.
Nas últimas semanas, organizações de direitos humanos têm denunciado a expansão da política de assentamentos ilegais na Cisjordânia, assim como ataques de colonos israelenses na região.
Em resposta a esse processo, a União Europeia aprovou sanções contra colonos israelenses por "expansão ilegal dos colonatos" de Israel e a "anexação de grandes partes da Cisjordânia ocupada".
Na última semana, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, afirmou que ampliaria o controle sobre a Faixa de Gaza para 70%. Atualmente, Tel Aviv reconhece que ocupa 60% da Faixa de Gaza.
O anúncio foi criticado pela Alemanha, um dos principais aliados de Israel na Europa. Berlim disse que se oporia a qualquer divisão permanente de Gaza.
Membros do governo de Israel têm defendido a emigração dos palestinos de Gaza e a anexação da Cisjordânia. Tel Aviv ainda tem rejeitado a construção de qualquer Estado independente palestino, conforme exige o direito internacional com base nas fronteiras de 1967.
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