A 12ª edição do Startup Day, maior evento colaborativo do ecossistema de startups do Brasil foi realizado neste sábado, 21, em mais de 380 cidades de todo o Brasil. O objetivo foi compartilhar conhecimento e incentivar conexões e oportunidades de negócios a empreendedores e investidores. Na capital paulista, a Link School of Business recebeu a iniciativa e teve como destaque a apresentação do estudo Startup Genome: o Ecossistema de Startups paulistano em 2026, desenvolvido pelo Sebrae-SP em parceria com o Startup Genome, referência mundial na análise de ecossistemas de inovação.
Com uma programação que começou às 9h e foi até as 18h, o público na Link pôde acompanhar também painéis, mentorias, palestras e workshop.
Hoje é um dia muito especial pois estamos fazendo o Startup Day, que é um movimento focado em conexão para startups. Também lançamos um estudo que mostra quais são as vantagens e as desvantagens do ecossistema da cidade de São Paulo, que é o principal ecossistema de startups da América Latina. Quanto mais estruturado esse ecossistema, melhor para as startups escalarem rapidamente, afirmou o gerente da Unidade de Economia Criativa e Startups (UECS) do Sebrae-SP, Guilherme Arradi.
Este evento na Link School foi muito interessante porque foi a própria comunidade de fundadores de startups da cidade de São Paulo que organizou e promoveu. É uma oportunidade de levarmos dados muito mais consolidados sobre o ecossistema de startups nos quais esses fundadores estão inseridos e como eles podem se engajar com essa temática. Trouxemos não só conhecimento, mas também atividades práticas para promover o empreendedorismo inovador aqui na cidade de São Paulo, completou a consultora de inovação da UECS do Sebrae-SP Letícia Jorge.
A head de startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko, ressaltou a oportunidade que o Startup Day ofereceu. Estamos numa edição histórica, são 383 municípios e mais de 52 mil inscritos, mostrando de fato que gera valor para o ecossistema. Fiquei muito feliz de ver a reação do público com a pesquisa e como pode ajudar com o ecossistema. São Paulo precisa melhorar a questão de globalização dos empreendimentos, mas isso não é um caso específico da cidade, é de startups do Brasil inteiro que precisam se tornar globais. Podemos fazer um exercício e usar o evento como propulsor para o desenvolvimento, do local ao global.
O Startup Day é uma grande ação estruturante que colabora no estímulo e no desenvolvimento de novas startups. Para nós, da Associação Brasileira de Startups, é muito importante apoiar e participar desse evento. Além do mais, com a apresentação dos resultados da pesquisa do Sebrae-SP e do Startup Genome, temos uma visão cada vez mais fidedigna do ecossistema e podemos entender principalmente quais são os desafios e gargalos para somar esforços e trabalhar juntos para o desenvolvimento desse ecossistema, disse a CEO da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Claudia Schulz.
A fundadora da Startup Celebrar, plataforma para eventos corporativos que conecta a comunidade de fornecedores e permite compras com mais rapidez e economia, Camila Florentino, conta que já havia participado do Startup Day em outras edições. No entanto, este ano, ela assumiu um papel diferente. Hoje eu estou aqui como mentora no Startup Day e é um prazer, porque eu participei muitas vezes como startup e fui mentorada. O evento fomenta o empreendedorismo no Brasil, porque fortalece o ecossistema, fortalece as conexões e não tem como criarmos inovação no Brasil se não nos conectarmos e aprendermos um com os outros.
Camila já participou de diversas outras iniciativas do Sebrae-SP voltadas a startups. Ela também e vice-presidente da Abstartups.
Para Luiz Filipe Pinhat, fundador da Rhyped, que faz recrutamento e seleção para a indústria e comércio em até um dia útil, de Santa Bárbara DOeste, o principal atrativo do Startup Day foi a oportunidade de fazer networking. Conhecer o ecossistema de startups de São Paulo e do Brasil é muito importante para o desenvolvimento da comunidade e para descobrir como evoluir na nossa própria ideia. Foi a primeira vez que ele participou do evento.
A startup de Pinhat existe há um ano e agora está na fase de Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável), ou seja, metodologia que desenvolve protótipos dos produtos e serviços antes de serem lançados ao mercado.
A cidade de São Paulo abrigou mais três eventos do Startup Day além da Link School of Business. Na zona oeste, o Startup Day dentro da USP teve como foco a inovação e o universo de games. Já na zona leste, mirou as atenções às periferias e o empreendedorismo na quebrada. Conteúdos sobre bootstrapping e o que vem depois do pitch, bem como modelos, tração, monetização e escalabilidade foram temas na Faculdade Sebrae.
Diagnóstico
A pesquisa apresentada no Startup Day (disponível em Genome Sebrae For Startups) mostrou que a cidade de São Paulo, apesar de ser o principal ecossistema do setor na América Latina e concentrar um mercado interno robusto, tem presença de startups com clientes internacionais ainda limitada. Avançar nessa dimensão é visto como essencial para atrair capital global e consolidar a cidade como um hub de inovação com relevância internacional.
Outro ponto que o estudo trouxe mostra que São Paulo se caracteriza por gerar um grande volume de testes, provas de conceito e pilotos com empresas e governo, o que demonstra dinamismo e abertura à inovação. O próximo passo, segundo o diagnóstico, é ampliar a taxa de conversão desses testes em negócios, fortalecendo a tração comercial das startups.
A conclusão do levantamento é que São Paulo não enfrenta um problema de escassez, mas sim um desafio típico de ecossistemas maduros o de transformar abundância em performance.
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