A fila para a realização de cintilografia de miocárdio na rede pública de Piracicaba chega a 1.659 pacientes, com tempo médio de espera de 1.001 dias, quase três anos. Os dados foram apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde em resposta ao requerimento 716/2026, do vereador André Gustavo Bandeira (PSDB).

A cintilografia de miocárdio é um exame de medicina nuclear que avalia a circulação sanguínea no músculo cardíaco. O procedimento ajuda a identificar áreas que recebem menos sangue e pode auxiliar na investigação de doenças das artérias coronárias, inclusive quando há suspeita de isquemia.

Do total de pessoas cadastradas para o exame em Piracicaba, 1.301 aguardam o agendamento há mais de três meses, segundo levantamento da Gerência de Atenção Secundária.

Outras cintilografias também têm longa espera

A demora também atinge outras modalidades do exame. A cintilografia óssea tem 113 pacientes na fila, com tempo médio de espera de 974 dias. O procedimento utiliza um radiotraçador para avaliar o metabolismo dos ossos e auxilia na investigação de alterações como fraturas, infecções, doenças ósseas e possíveis lesões relacionadas a tumores.

Já a cintilografia renal soma 54 pessoas cadastradas, com espera média de 973 dias. O exame permite avaliar o funcionamento dos rins, a circulação sanguínea nesses órgãos e, conforme a técnica utilizada, a passagem e a drenagem da urina. É empregado na investigação de alterações que podem comprometer a função renal.

Densitometria óssea tem 3.267 pessoas na fila

O levantamento da Secretaria Municipal de Saúde também aponta uma fila expressiva para a densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos e auxilia no diagnóstico da osteoporose e na avaliação do risco de fraturas.

São 3.267 pacientes à espera do procedimento, com tempo médio de 571 dias. Desse total, 2.437 aguardam há mais de três meses.

Considerando os quatro tipos de exames mencionados no documento, o número de pacientes cadastrados chega a 5.093. 

O que diz a Prefeitura

Em resposta ao requerimento, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o contrato vigente com a empresa responsável pelos exames foi firmado em 2022. Segundo a pasta, a quantidade mensal de procedimentos prevista naquele acordo não acompanha o crescimento da demanda atual.

A administração municipal tentou realizar uma nova licitação para ampliar a oferta de exames, mas o processo fracassou. Diante disso, iniciou outro procedimento licitatório, com base na Lei Federal nº 14.133/2021, para credenciar novas clínicas e aumentar a capacidade de atendimento.


Tags:
Cintilografia | fila de espera | medicina | Medicina Nuclear | Piracicaba | Saúde | saúde pública

Cláudio Tinoco Mesquita / Fundação Euclides da Cunha - Espera por cintilografia pode chega a quase três anos em Piracicaba

COMENTÁRIOS: