A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (14) operação em uma loja de serviços automotivos localizada na avenida Comendador Luciano Guidote, no bairro Higienópolis, em Piracicaba, suspeita de aplicar golpes em clientes durante atendimentos mecânicos. A ação faz parte da “Operação Serviço Justo”, conduzida pela Unidade de Polícia Judiciária Agrupada de Piracicaba (UPJA).

A investigação apura supostos crimes de estelionato, associação criminosa, crimes contra a ordem tributária e crimes contra as relações de consumo.

Segundo a Polícia Civil, o estabelecimento atraía consumidores com anúncios de pneus a preços considerados atrativos. No entanto, após o início do atendimento e, em alguns casos, depois da desmontagem de partes dos veículos, os clientes eram informados sobre supostos problemas mecânicos e pressionados a autorizar novos serviços e trocas de peças que poderiam ser desnecessários.

De acordo com os investigadores, funcionários utilizavam argumentos relacionados à segurança dos veículos para convencer os consumidores a aprovar os reparos, elevando significativamente os valores cobrados.

Em um dos casos investigados, um cliente que procurou a empresa apenas para trocar pneus teria recebido uma cobrança final de R$ 12 mil. Outra vítima relatou à polícia que o serviço inicialmente custaria R$ 500, mas terminou em R$ 5,6 mil após a recomendação de substituição de diversas peças.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, policiais recolheram documentos, celulares, computadores e outros materiais considerados importantes para a investigação. Os itens serão encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia técnica e análise de dados.

O gerente da loja, dois vendedores, dois mecânicos e outro funcionário foram levados à unidade policial para prestar depoimento e liberados após as oitivas.

A Polícia Civil também apura a ligação de funcionários do estabelecimento com outra empresa do mesmo ramo que já havia sido alvo de operação policial em Piracicaba por fatos semelhantes. Segundo os investigadores, parte dos funcionários trabalhava no antigo estabelecimento antes da ação realizada em dezembro do ano passado.

A operação foi coordenada pelos delegados José Donizeti de Melo e André de França Oliveira, com apoio de técnicos do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (IPEM), responsáveis pela fiscalização de produtos mantidos em estoque, além de perito criminal que realizou exames no local.

As investigações continuam para identificar possíveis responsabilidades e levantar o número total de vítimas.

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Divulgação - Operação foi realizada nesta quinta-feira

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