Uma médica que atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Piracicamirim, em Piracicaba, foi presa na noite desta terça-feira (24) após uma confusão envolvendo o atendimento de uma criança de 2 anos.
De acordo com informações apuradas, a Polícia Militar foi acionada pelo pai do menino, que alegou demora e recusa no atendimento. A criança estava classificada com prioridade de urgência (pulseira amarela), mas aguardava há cerca de uma hora sem ser chamada.
A situação evoluiu para um desentendimento dentro da unidade, e a profissional acabou sendo conduzida algemada ao Plantão Policial. Ela deve prestar esclarecimentos sobre possível omissão de socorro e também por resistência durante a abordagem. Familiares da criança também foram levados à delegacia para depoimento.
Histórico
A médica envolvida no caso já esteve no centro de outras controvérsias. Em 2021, quando ocupava cargo de direção no Hospital Municipal de Americana, seu nome apareceu em uma denúncia relacionada ao uso de atestados médicos durante um período em que participou de um evento fora do estado.
Na ocasião, a situação gerou repercussão e motivou apuração administrativa. Meses depois, ela foi desligada da função pela Prefeitura de Americana, que informou, à época, tratar-se de uma readequação no cargo.
Mais recentemente, em dezembro de 2025, a profissional passou a cumprir pena em regime aberto após condenação por difamação contra outro médico. O caso teve origem em declarações feitas por ela em redes sociais.
Prefeitura
A Prefeitura de Piracicaba foi procurada pelo Giro 19 para informar qual é o vínculo da médica com a rede municipal e quais medidas serão adotadas após o ocorrido. A administração enviou nota à redação.
"A respeito da ocorrência registrada na UPA Piracicamirim, na noite de ontem, 24 de março, que envolveu a presença da Polícia Militar na unidade, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a criança foi atendida por outro profissional, sendo devidamente medicada e assistida.
A pasta esclarece ainda que já foram adotadas medidas administrativas para a apuração dos fatos, a fim de verificar as circunstâncias do ocorrido.
A Secretaria reforça que preza pelo atendimento humanizado, seguro e de qualidade à população, e que situações como essa são tratadas com a devida seriedade.", informou
Defesa
O advogado da médica, Vagner Malheiros, foi procurado pelo Giro 19. Ele negou que houve desassistência ou omissão de socorro. Disse que a situação foi desproporcional e será tratado pelas vias legais cabíveis.
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