A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. A ação ocorre em diversos estados e inclui alvos na região de Piracicaba.
Ao todo, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e sequestro de bens, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Walter Duarte Segundo as investigações, o prejuízo pode ultrapassar R$ 500 milhões.
Na região, houve cumprimento de mandados em bairros de Rio Claro (Jardim América), Limeira (Parque Egisto Ragazzo e região da Fazenda Itapema) e Americana (Jardim Imperador, Nova Americana e Jardim Brasília).
De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou em 2024 após a identificação de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. O grupo atuava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas.
Para ocultar a origem do dinheiro, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais. Os valores obtidos ilegalmente eram posteriormente convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento.
A operação contou com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que atuou no cumprimento dos mandados e na segurança das equipes.
Ações na região
Em Rio Claro, equipes do 10º BAEP cumpriram mandado de busca em uma residência no Jardim América. O investigado não foi localizado, mas foram apreendidos um notebook, um pen drive e munições de calibres .38 e 9mm, que foram encaminhados à Polícia Federal.
Já em Limeira, um homem de 41 anos foi preso na região da Fazenda Itapema. Ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Piracicaba, onde permaneceu à disposição da Justiça. No local, foram apreendidos celulares e máquinas de cartão.
Em Americana, um mandado de prisão e busca também foi cumprido, mas o alvo não foi encontrado. Durante as diligências, os policiais apreenderam computadores, documentos e aparelhos celulares relacionados à investigação.
Crimes investigados
Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
O nome da operação, “Fallax”, faz referência à natureza fraudulenta do esquema, marcado pela aparência de legalidade das empresas utilizadas pelo grupo criminoso.
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