Um arsenal com armas, centenas de munições e equipamentos usados na fabricação clandestina de armamentos foi apreendido durante a Operação Arma Fantasma, realizada na quinta-feira (12) na região de Piracicaba. O material inclui fuzis, pistolas, protótipos de armas produzidos em impressoras 3D e milhares de munições de diversos calibres, evidenciando o alto poder de fogo da estrutura investigada.
A operação foi deflagrada pelo 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Piracicaba, Rio das Pedras, Saltinho e Tambaú, dentro de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fabricar e comercializar armas produzidas com tecnologia de impressão 3D.
Arsenal e equipamentos apreendidos
Durante as diligências, as equipes localizaram mais de oito armas de fogo, entre pistolas, revólveres e fuzis, além de protótipos de armamentos e diversos componentes utilizados na montagem de armas.
Também foram apreendidas centenas de munições de vários calibres, incluindo 9 mm, .38, .380, calibre 12 e munições de fuzil 5.56 e 7.62, além de munições de calibre .50, consideradas de alto poder destrutivo.
Entre os materiais encontrados estão ainda:
- impressoras 3D utilizadas para fabricar peças de armas
- componentes e protótipos de armamentos
- ferramentas de usinagem
- equipamentos para recarga de munições
- coletes e capacetes balísticos
- granadas de gás lacrimogêneo
- dispositivos eletrônicos e documentos
A polícia também encontrou insumos para recarga de munição, peças produzidas em torno mecânico e diversos acessórios de armamentos, o que indica a existência de uma estrutura dedicada à produção clandestina.
Prisão e investigação
Em Rio das Pedras, um homem de 30 anos foi preso durante o cumprimento de mandado judicial. Na residência dele, os policiais localizaram armas, munições, impressoras 3D e equipamentos ligados à fabricação de armamentos.
Segundo a polícia, o suspeito também mantinha arquivos e catálogos digitais relacionados à produção de armas impressas em 3D, tecnologia conhecida no meio criminoso como “armas fantasma”, por não possuir registro ou numeração oficial.
A investigação também identificou dispositivos eletrônicos, carteira digital de criptomoedas e documentos, que foram apreendidos e serão analisados para rastrear possíveis conexões com outros integrantes do grupo.
Investigação continua
O material recolhido será periciado para identificar a origem das armas, a rede de distribuição e eventuais compradores.
As diligências seguem em andamento com o objetivo de desarticular completamente a organização criminosa e reunir novas provas. Parte do inquérito tramita sob sigilo.
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