Foi fixada em 34 anos de prisão, em regime fechado, a pena para um homem que matou uma mulher com quem se relacionava em Americana. Ele foi submetido ao júri popular na quinta-feira (26) após denúncia oferecida pelo promotor Vanderlei Honorato.
No plenário, o também promotor Danilo Santana demonstrou que o réu praticou feminicídio com as qualificadoras de motivação torpe, com meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O crime ocorreu na manhã de 4 de março de 2024. Conforme o apurado, o homem atraiu a vítima sob o pretexto de um encontro amoroso, colocou-a em seu veículo e seguiu até a cidade de Limeira. No trajeto, ele a atacou de forma repentina, imobilizando-a pelo pescoço e, após ela recuperar os sentidos e tentar fugir, voltou a agredi-la até causar sua morte por asfixia. Em seguida, o homem levou o corpo para um local ermo, já no município de Limeira, e o ocultou. A localização dos restos mortais só aconteceu 11 dias depois.
Na denúncia, Honorato sustentou que o crime foi motivado pelo fato de a vítima ameaçar revelar o relacionamento extraconjugal à esposa do criminoso. Segundo o Ministério Público, o réu agiu de forma dissimulada para atrair a mulher e empregou violência extrema, causando sofrimento desnecessário, além de retirar qualquer possibilidade de defesa.
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