O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real, afirmou o diplomata.
O embaixador acrescentou que Cuba tem feito um chamado à comunidade e a imprensa internacionais para que não aceitem uma invasão da ilha pelos estadunidenses. Não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba.
O diplomata sediado no Brasil acrescentou que a maioria do povo cubano defende a soberania do país e lutará contra uma invasão militar estrangeira.
Cuba tem história, tem tradição de luta. Cuba tem tradição de preparação da população para essa luta, que é uma questão que não pode ser ignorada pelos EUA, explicou.
Desde janeiro de 2025, com a volta de Donald Trump à Casa Branca, Washington tem aumentado a pressão contra Havana com uma série de novas sanções, entre elas, o bloqueio energético com ameaças a países que vendam petróleo à ilha, o que deixou Cuba três meses sem receber nenhum barril de petróleo.
Em março deste ano, Trump chegou a dizer que teria a honra de tomar Cuba. Meses depois, em outubro, o presidente disse que iriam cuidar de Cuba depois de lidarem com o Irã, que foi atacado pelos EUA e por Israel em uma guerra que se arrasta desde fevereiro.
Em outra declaração, Trump defendeu que seria possível chegar a um acordo com Cuba. Não acho que precisaremos das forças armadas, disse.
As medidas de asfixia econômica contra Cuba vêm escalando mês a mês, levando à redução dos voos interacionais à Cuba, saída de empresas hoteleiras estrangeiras e mesmo da empresa de cartões Visa, afetando o setor do turismo, o principal do país.
Ameaça extraordinária
Em janeiro deste ano, a Casa Branca classificou Cuba de uma ameaça incomum e extraordinária contra os EUA, acusando o país de abrigar adversários dos estadunidenses, focado em roubar informações sensíveis de segurança nacional dos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o secretário do Departamento de Estado Marco Rubio, filho de família cubana, tem elevado o tom contra o governo do presidente Miguel Díaz-Canel.
Faremos o possível para tomar medidas que iniciem esse processo de mudança [em Cuba]. E será um processo que não será fácil, afirmou em coletiva de imprensa, em setembro deste ano.