Os policiais foram denunciados por crimes de invasão de domicílio, furto e recusa de obediência militar. As denúncias foram feitas pelo Grupo de Atuação Especializada (Gaesp) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) adotou uma série de medidas após a Operação Contenção, no âmbito da investigação independente conduzida pelo Gaesp.
Entre as providências iniciais estão a instauração de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) autônomo, o monitoramento em tempo real pelo plantão de operações e o acionamento dos protocolos previstos na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 635), conhecida como ADPF das Favelas.
Além da investigação da atuação policial e do contato com familiares das vítimas, o trabalho também se desenvolveu no eixo técnico-científico, com a produção de laudos relativos às vítimas da ação e análise de mais de 3.600 horas de gravações das câmeras corporais dos policiais militares.
Até o momento, o MPRJ, por meio do Gaesp e das promotorias de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar, apresentou seis denúncias contra 17 policiais militares por ilegalidades praticadas durante a operação, envolvendo apropriação de armamento, furto de peças de veículos, invasões de domicílio, constrangimento de moradores, subtração de bens, além de tentativas de obstrução ou desligamento de câmeras corporais.
Operação Contenção
A operação, realizada pelo governo do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão, é considerada a operação policial mais letal da história do país. A ação deixou 122 mortos.
O foco era conter o avanço da organização criminosa Comando Vermelho (CV), cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante a ação, 23 pessoas foram presas.
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