Foi contando com o movimento nas urnas que vendedores ambulantes saíram de casa no último domingo (4), dia de votação do primeiro turno das eleições 2026, para vender seus produtos e fazer uma renda extra na frente de escolas que funcionaram como colégios eleitorais.
Na esperança de comércio aquecido e de um novo governo que olhe para as demandas dos vendedores de rua, ambulantes das zonas norte e sul de São Paulo fizeram ponto em seus territórios e foram às ruas vender água, bala, pipoca e pano de prato.
Gostaria que o próximo presidente ajustasse a economia e abrisse mais oportunidades. Vejo muitas pessoas desempregadas”, espera o vendedor Samuel Ferreira, 26, morador do Jardim Miriam, em Cidade Ademar, zona sul.
Confira nas fotos:
Como nós ambulantes não temos nada garantido, então, eu vim hoje porque por causa do movimento nas ruas, comenta Samuel Ferreira, 26, de Cidade Ademar. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Ele trabalha há 6 anos como ambulante, e há 2 no farol em frente a escola onde fez ponto no primeiro turno das eleições. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Vendo bala e água. Hoje vou ficar até as 17h, minha meta é uns R$70 reais, se não for bom, não venho no segundo turno, diz sobre sua primeira experiência em eleições. Seu voto? Optou por deixar para o segundo turno. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Gostaria que o próximo presidente ajustasse a economia e abrisse mais oportunidades. Vejo muitas pessoas desempregadas. Mesmo sendo ambulante, não é fácil, desabafa. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
O movimento foi fraco para Maria do Carmo, 62, moradora de Taipas, no Jaraguá, zona norte. Ela trabalha vendendo panos de prato. Está a mesma coisa dos outros dias da semana. As pessoas vem até a barraca é para deixar papel, reclama. @Matheus Leitão/ Agência Mural
A comerciante trabalha em frente uma UBS e conta que falta motivação para seguir. Somos ambulantes e a prefeitura não libera a autorização [para vender em um ponto fixo] ficamos até sem ânimo, desabafa. @Matheus Leitão/ Agência Mural
Tem dia que a gente vem e pensa que vai voltar para casa sem a mercadoria, porque o rapa passa aqui. @Matheus Leitão/ Agência Mural
Pipoqueiros nas eleições 2026
Se você foi votar na zona sul da capital, provavelmente se deparou com um pipoqueiro na frente de algum colégio, até mesmo antes dos portões abrirem. Caso de Francisco Bruno dos Santos Rodrigues, 37, morador da Vila Joaniza, em Cidade Ademar – mesmo distrito onde trabalha a também pipoqueira Edinaldo Batista dos Santos, 57.
Os dois fazem ponto em Unidades de Saúde da região, de segunda a sexta. No domingo resolveram estacionar o carrinho de pipoca e batata frita na frente de escolas estaduais no próprio distrito que seriam pontos de votação.
No Jardim São Luís, também na zona sul, o pipoqueiro Lucas Ismael, 22, fez o corre no próprio distrito, e Ednaldo Vieira, 49, que veio do bairro vizinho, Capela do Socorro, para vender pipoca no Jardim Casablanca.
Essa foi a minha 1ª vez em eleições. São 10h45 e já ganhei R$100. Se continuar bem vou ficar até o final do dia, avaliou Lucas Ismael. @Léu Britto/ Agência Mural
Veterano em eleições, está há 4 disputas consecutivas trabalhando em colégios do Jardim São Luís. @Léu Britto/ Agência Mural
Francisco Bruno dos Santos, 37, mora em Cidade Ademar, mas vende pipoca em uma Unidade de Pronto Atendimento em Cotia, de segunda à sexta. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Sou de família de pipoqueiro. Faz 20 anos que eu trabalho nas eleições. Cheguei às 7h e vou até as urnas fecharem. Minha meta é R$700 reais. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
A vantagem de trabalhar nas eleições é que ajuda um pouquinho, a desvantagem e sair sem nada, a gente tem que jogar a mercadoria fora. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Muitos mexem com ramo de pipoca. Os eleitos podiam liberar mais [licenças para ambulantes formalizarem seu trabalho], porque colocam a polícia atrás, eles não deixam trabalhar na rua, prende carrinho, apreende mercadoria. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Essa é a segunda eleição do pipoqueiro Edinaldo Batista dos Santos, 57. Ele notou diferença no lucro de uma disputa para outra. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Na eleição municipal o movimento foi melhor, tirei uns R$800, nesta R$300. Quem mais compra são pais com crianças, comenta. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
“Esses comércios são muito importantes em dia de eleição, porque tem pessoas que vêm de longe para votar e chegam com fome. Aí quer comer uma pipoca @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
Mesmo trabalhando, Ednaldo não deixou de votar e registrou sua escolha nas urnas antes de começar a jornada. Para mim é uma renda importante e que me ajuda bastante, pois sou beneficiário do INSS. @Jacqueline Maria da Silva/ Agência Mural
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