Nosso futuro será moldado pela forma como enfrentarmos quatro grandes testes de poder, disse, citando conflitos armados e guerras, desigualdade, mudanças climáticas e inteligência artificial.
Ao abordar especificamente conflitos e guerras no Oriente Médio, na Ucrânia, no Sudão e em Mianmar, Guterres avaliou que o cenário demonstra o que acontece quando o poder sai do controle, a força se sobrepõe à diplomacia e a responsabilização não acontece.
Não estamos diante de crises separadas. Estamos diante de capítulos de uma mesma história: a história do poder como ele é usado e como está mudando, destacou em seu último discurso como secretário-geral da ONU, já que seu segundo mandato de cinco anos à frente da entidade se encerra em dezembro.
Entre os principais riscos citados por Guterres está o avanço da inteligência artificial que, em sua avaliação, pode estar se desenvolvendo mais rápido do que a capacidade da própria humanidade de compreender seus efeitos.
Mesmo aqueles que criaram a inteligência artificial dizem que estão ficando cegos diante dela, disse. O perigo não é a tecnologia. O perigo é a tecnologia sem responsabilidade, completou, ao conclamar os governos a fortalecerem o diálogo, a transparência, a confiança e a cooperação.
Tags:
Abertur | António Guterres | Assembleia Geral da ONU | discurso