O Sebrae-SP realizou, na quinta-feira (17), no Senai Sertãozinho, a 1ª edição do Encadear Summit, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Prefeitura de Sertãozinho, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, União Nacional da Bioenergia (Udop), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br). O evento reuniu 96 empresas conectadas a 87 usinas do setor de bioenergia.
A programação contou com dois painéis sobre temas que impactam diretamente o planejamento das empresas Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e Reforma Tributária. Os debates reuniram especialistas para apresentar os principais pontos das mudanças e discutir os reflexos para os negócios.
Segundo o gerente regional do Sebrae-SP Paulo Arruda, o momento exige atenção às transformações que terão reflexos nas empresas nos próximos anos. Discutir Reforma Tributária, NR-1 e as tendências da bioenergia é uma forma de levar informação para que os empresários possam se preparar e tomar decisões. Sertãozinho tem uma força muito grande nesse setor, e integrar agronegócio, indústria, comércio e serviços é fundamental para ampliar oportunidades e gerar novos negócios, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Sertãozinho, Paulo Roberto Gallo, destacou a importância do acesso à informação diante do novo cenário. A Reforma Tributária traz mudanças importantes para as empresas e também para os municípios. Por isso, é fundamental promover espaços de discussão que ajudem o setor produtivo a compreender esse cenário. Quanto mais preparados estivermos para essas transformações, melhores serão as condições para planejar os próximos passos e aproveitar as oportunidades que surgirem, afirmou.
A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) abriu a programação do Encadear Summit. O debate reuniu Luciana Mingotti, Iroá Nogueira Lima Arantes, gerente regional do Sebrae-SP em Votuporanga, e Fulvio Pessotto.
Entre os assuntos discutidos estiveram os riscos psicossociais relacionados ao trabalho e a importância de as empresas identificarem fatores que merecem atenção no ambiente profissional. O painel abordou questões relacionadas à organização do trabalho, à comunicação entre lideranças e equipes, às jornadas, aos conflitos e à preparação dos gestores.
A discussão sobre saúde mental no ambiente de trabalho amplia o olhar das empresas para a forma como as equipes e as relações de trabalho são organizadas. O mais importante é conhecer a realidade da empresa, identificar os pontos que merecem atenção e trabalhar a prevenção, com lideranças preparadas, boa comunicação e acompanhamento dos indicadores, afirmou Iroá.
Na sequência, a Reforma Tributária foi tema do segundo painel, com a participação de Brenda Guimarães, Jamol Mello e Luiz Carlos Szymonowicz. O debate abordou a transição para o novo sistema de tributação sobre o consumo e os impactos das mudanças para empresas e municípios.
Entre os pontos discutidos estiveram a simplificação das obrigações fiscais, a uniformização da tributação e os desafios do período de transição. Os especialistas também trataram da necessidade de revisão de contratos, processos internos, fornecedores e estrutura tributária, além dos reflexos das mudanças na formação de preços, nos créditos tributários e nas operações de importação e exportação.
A presidente do Ceise Br, Rosana Amadeu, destacou ainda as oportunidades abertas pela transição energética. Esse movimento vai além das usinas e envolve empresas de máquinas e equipamentos, engenharia, automação, tecnologia e serviços. É um cenário que exige empresas preparadas para inovar, investir e acessar novos mercados. Encontros como o Encadear Summit aproximam os diferentes elos do setor e abrem espaço para novas conexões e oportunidades de negócios, destacou.
Além dos debates, o encontro também abriu uma nova possibilidade de acesso a mercado para os empresários. A Udop disponibilizou às 96 empresas presentes acesso ao portal de compras da entidade, que reúne demandas e oportunidades das 87 usinas associadas.
Segundo Adriano Monteiro, consultor de negócios do Sebrae-SP em Ribeirão Preto, a iniciativa buscou aproximar fornecedores das usinas compradoras e facilitar o acesso às demandas do setor. O portal cria uma conexão direta entre quem fornece e quem compra. As empresas passam a conhecer as demandas das usinas e podem identificar oportunidades de fornecimento de forma mais prática. É uma estratégia que amplia as possibilidades de relacionamento comercial e de geração de novos negócios, afirma.