Quando a gente fala de democracia, ela tem corpo, território, classe, raça, gênero. A democracia também se mede pela possibilidade concreta de a pessoa existir, de ela ter o direito de circular pela cidade, trabalhar, estudar, cuidar da sua saúde, cuidar do seu corpo, construir os seus afetos, afirma o organizador do evento, Gab Van.
Não vamos aceitar uma democracia que nos exclua, acrescentou.
A Marcha Trans & Travesti começou em 2022, inspirada em uma caminhada feita, em 1993, por travestis que saíram da Candelária com destino à Cinelândia, para reivindicar direitos.
Segundo Van, é importante a realização da manifestação durante o período eleitoral, porque, segundo ele, questões relacionadas à população trans são utilizadas em discursos de pânico moral por alguns candidatos.
Além de ações de mobilização política, o evento trouxe apresentações artísticas e promoções de serviços sociais como a retificação do nome civil, por meio Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudiversis), vacinação contra a gripe e testagem para o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.