Organizações de jornalismo de diferentes regiões do país se reúnem no Rio de Janeiro para discutir os caminhos, desafios e possibilidades do jornalismo produzido a partir dos territórios. Promovido pela Fundação Itaú, o encontro reúne iniciativas e profissionais que atuam com jornalismo local, periférico e independente.
A programação apresenta o Programa Locus, iniciativa voltada ao fomento, desenvolvimento e conexão de organizações de jornalismo local. Durante o encontro, serão anunciadas as 10 iniciativas selecionadas para participar do programa ao longo dos próximos dois anos.
Para Aninha de Fátima, superintendente de conhecimento e estratégia institucional da Fundação Itaú, fortalecer organizações que produzem informação a partir de seus territórios não só contribui para a sustentabilidade do ecossistema mas, sobretudo, é um vetor de manutenção da democracia. Por isso iniciativas como o Locus são tão importantes.
3ª Conferência Nacional de Jornalismo das Favelas e Periferias @Igor Siqueira/Divulgação
O encontro reúne organizações parceiras e diferentes atores do ecossistema da mídia independente para discutir caminhos de fortalecimento e sustentabilidade do jornalismo produzido nos territórios. A partir daqui, iniciaremos uma jornada de dois anos com as iniciativas selecionadas, explica.
Aninha de Fátima
Entre os participantes do encontro estão Rene Silva, jornalista e fundador do Voz da Comunidade; Daiene Mendes, diretora programática do Fundo de Apoio ao Jornalismo (FAJ); Higor Torres, da Kalunga Comunicações; e Luciene Kaxinawá, da ABRINJOR. Eles participam do painel Reencantar o Jornalismo a partir do local, que abre a programação de debates do encontro.
À tarde, será lançado o dossiê O futuro é local, produzido pelo Fala Roça e pela Agência Mural, em parceria com a Fundação Itaú. A publicação reúne reflexões, propostas e aprendizados construídos ao longo da 3ª Conferência de Jornalismo das Favelas e Periferias, que aconteceu na Rocinha, no Rio de Janeiro, em outubro de 2025, sob o tema Justiça climática para nossos territórios.
Para Monique Silva, diretora executiva do Fala Roça, que participou da organização, o material amplia o alcance das discussões realizadas durante a Conferência.
O dossiê reúne as vozes, propostas e caminhos apontados por quem faz jornalismo nos territórios. A ideia é que essa construção não fique restrita à Conferência, mas possa circular, gerar novas discussões e contribuir para o fortalecimento do jornalismo local, afirma.
Monique Silva
Diretores da Agência Mural na 3ª Conferência Nacional de Jornalismo das Favelas e Periferias @Igor Siqueira/Divulgação
A mesa de lançamento terá mediação de Anderson Meneses, diretor de negócios e tecnologia da Agência Mural, e Karen Fontoura, do Fala Roça, com participação de Nina Santos, pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital; Thais Siqueira, diretora executiva da Coalizão de Mídias Periféricas, Faveladas, Quilombolas e Indígenas; e Márcia Guena, jornalista, historiadora e professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
Quando organizações com trajetórias e contextos diferentes se encontram, conseguimos compartilhar aprendizados, identificar desafios comuns e pensar em estratégias que façam sentido para quem está no território. Essa troca é importante para construir um jornalismo local mais forte e sustentável, afirma.
Em seguida, também será apresentado o Manual de Redação da Alma Preta, produzido em parceria com a Fundação Itaú, que reúne referências históricas e técnicas para orientar práticas jornalísticas antirracistas.
De acordo com Pedro Borges, diretor de jornalismo da Alma Preta Jornalismo, a iniciativa busca contribuir para além da rotina da própria organização e contribuir com jornalistas e profissionais da comunicação que desejam repensar suas práticas. O Manual reúne, de maneira muito feliz, técnica, ética e política, para pensarmos como fazer um jornalismo mais democrático, comprometido com o direito à informação e com os direitos humanos, destaca.
O lançamento será acompanhado de um painel com mediação de Solon Neto, da Alma Preta, com participação de Ana Flávia Magalhães, professora na Universidade de Brasília (UNB), Fernanda Rosário, jornalista no Negra Mídia, Juarez Xavier, professor e diretor da Unesp e Flávio Costa, coordenador do núcleo investigativo do ICL Notícias.
O encontro conta com a participação e o apoio da Agência Mural, Fala Roça, Alma Preta, Fundo de Apoio ao Jornalismo (FAJ), Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Repórteres sem Fronteiras (RSF) e ÉNóis reunindo diferentes experiências e perspectivas sobre produção de informação, sustentabilidade, diversidade e atuação em rede.
Com entrada gratuita, o encontro é aberto ao público mediante inscrição prévia. Acesse o formulário.
Serviço
Redes de Narrativas e Territórios
Data: 28 de setembro de 2026
Horário: 9h às 18h
Local: Museu do Amanhã, Rio de Janeiro (RJ)
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Inscrições: Formulário de inscrição
Programação
9h30 | Abertura institucional
10h | Programa Locus
11h10 | Reencantar o Jornalismo a partir do local
14h15 | Lançamento do dossiê O futuro é local
16h15 | Manual de Redação da Alma Preta
17h | Encerramento
CONTATO DE IMPRENSA
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