A comissão mista aprovou, nesta terça-feira (1º), o parecer à Medida Provisória (MP) 1375/26, que aumenta o valor e amplia o alcance da indenização paga a servidores que atuam em áreas de fronteira.

O projeto de lei de conversão apresentado pelo relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), eleva o benefício diário, inclui novas categorias e permite enquadrar municípios da Amazônia Legal como estratégicos.

O texto original do Poder Executivo previa R$ 91 por dia. Com a mudança, o valor sobe para R$ 191 por dia de efetivo trabalho a partir de 1º de janeiro de 2027, com possibilidade de reajuste periódico pelo governo.

O relator destacou as dificuldades enfrentadas pelos servidores em áreas remotas e defendeu a presença do Estado nessas regiões:

O Estado brasileiro só se faz presente onde o servidor está atuando, afirmou Gomes.

O senador ressaltou ainda a isonomia entre quem atua nas mesmas localidades:

Se o município é estratégico, o adicional de fronteira é direito de todos os servidores que nele atuam, sem distinção de órgão ou carreira.

A matéria segue agora para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Amazônia Legal e novas categorias

O projeto permite classificar cidades da Amazônia Legal como estratégicas, mesmo fora da faixa de fronteira, considerando a dificuldade de fixar servidores. A lista oficial será definida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Unidades do Sistema Penitenciário Federal nessas regiões também terão caráter estratégico permanente.

O relatório estendeu a indenização a diversas categorias:

  • servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e peritos criminais;
  • auditores e técnicos da fiscalização agropecuária;
  • professores e técnicos de instituições federais de ensino;
  • servidores, policiais civis e empregados públicos dos antigos territórios federais;
  • servidores do INSS, de agências reguladoras e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

O pagamento será feito aos profissionais em exercício nesses municípios e dispensa comprovação individual de atuação direta em campo ou em repressão externa. O valor pode ser acumulado com diárias e será pago também durante deslocamentos, missões e operações temporárias nessas localidades.

Antigos territórios federais

O parecer altera regras para servidores dos antigos territórios de Amapá, Roraima e Rondônia, autorizando o enquadramento de técnicos em educação no quadro federal. A proposta amplia ainda as opções de transposição para pessoas com vínculo comprovado com a administração direta ou indireta dessas regiões.

Com informações da Agência Senado