Os dados de inflação reduziram as apostas de alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). Ao mesmo tempo, a permanência das tensões no Oriente Médio manteve o petróleo em alta.
O dólar comercial caiu 1,12% e encerrou o dia cotado a R$ 5,074, menor fechamento desde 15 de junho. No acumulado de 2026, a moeda americana registra queda de 7,56% em relação ao real.
A desvalorização acompanhou o movimento global da moeda americana após o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos surpreender positivamente. O indicador registrou deflação de 0,4% em junho, acima da expectativa de índice negativo de 0,1%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,5%, também abaixo das projeções.
Com os números, investidores reduziram as apostas de uma nova alta dos juros americanos no curto prazo. Isso enfraqueceu o dólar em relação às principais moedas do mundo, favorecendo divisas de países emergentes, como o real.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, caiu 0,35%.
Bolsa avança
Principal índice da B3, o Ibovespa fechou em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos. O indicador recuperou o patamar dos 176 mil pontos após o recuo da véspera.
O principal fator de sustentação foi o alívio nas expectativas para os juros nos Estados Unidos, cenário que tende a beneficiar mercados emergentes como o Brasil.
Petróleo sobe
Os preços do petróleo registraram nova alta e alcançaram o maior nível em cerca de um mês, impulsionados pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã.
O barril do Brent, referência internacional, avançou 1,72%, para US$ 84,73. O petróleo WTI, do Texas, subiu 1,53%, encerrando o dia cotado a US$ 79,34.
Os preços seguem pressionados pelos riscos de interrupção da oferta mundial após o restabelecimento do bloqueio naval americano ao Irã e pelas incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.
Apesar da alta do petróleo, o avanço foi limitado pela avaliação de que preços elevados da energia podem pressionar a inflação global e reduzir o ritmo de crescimento econômico, afetando a demanda por petróleo nos próximos meses.
* com informações da Reuters
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