Proteção
O sistema agroflorestal também garante que o solo não seja degradado, além de manter o território verde e produtivo ao longo de todo o ano.
Cada planta, cada espécie, ajuda a natureza, então a natureza se regenera muito rápido. A gente observa porque a gente está ali todos os dias e isso faz com que a gente tenha um território mais com autonomia, diz a agricultora.
Assim como em Abaetetuba, as mulheres também se organizaram no município de Ingarapé-Miri. Na comunidade do Trevo do Carapajó, Benedita Carvalho Gonçalves preside a Associação de Apoio às Comunidades Amazônicas (APACC).
Comercialização
Foi por meio da associação que as mulheres começaram a beneficiar os produtos dos sistemas agroflorestais e também comercializar a produção em feiras locais e para a merenda escolar.
A mandioca, por exemplo, vira farinha, o biju, o tucupi, a maniçoba. Tudo a gente produz a partir da maniva, da mandioca, explica Benedita Carvalho.
De acordo com Sara, além de aumentar a segurança alimentar nos territórios com a diversificação da produção, as mulheres passaram a ter mais autonomia por meio da produção de seus próprios quintais.
Porque tem todo esse discurso de que, principalmente no meio rural, as mulheres ajudam os homens, quem produz são os homens e as mulheres ajudam. Com a caderneta, esse processo de levar os produtos para feira, tudo isso foi elevando a autoestima delas, inclusive porque elas viram que também são provedoras da casa, diz.
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