A previsão é da empresa de consultoria em meteorologia Nottus, que apresentou, nesta quinta-feira (18), um estudo sobre como o fenômeno climático vai impactar o país.
O El Niño se caracteriza quando acontece o aquecimento anormal da região equatorial do Oceano Pacífico. A elevação da temperatura do mar 0,5 grau Celsius (C°) acima da média já caracteriza a condição.
A Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) confirmou na última semana o início do El Niño.
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Chuva e seca
No Brasil, a temporada será marcada pela concentração de chuva além no normal na Região Sul, enquanto as precipitações ficam mais curtas e menos intensas no Norte e Nordeste, favorecendo a chance de secas.
De acordo com o sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento, o inverno deve começar com temperaturas mais baixas, mas, os efeitos do El Niño devem frear as baixíssimas temperaturas neste ano, principalmente de agosto em diante.
Isso acontece porque a combinação de períodos mais secos e ventos do Norte favorece a elevação gradual das temperaturas, especialmente na segunda metade do inverno. Com isso, a percepção pode ser de um inverno mais ameno.
Alexandre Nascimento pondera que isso não significa que não haverá frio na estação. El Niño não tem frio? Tem, mas são eventos curtos, muito rápidos, diz.
Ele aponta que algumas áreas da região central do país devem ter a presença dos veranicos, como são chamados os períodos de tempo seco e temperaturas atipicamente elevadas, que ocorrem no meio do outono ou inverno.