A fotojornalista da Agência Brasil, Tânia Rêgo, recebeu menção honrosa no Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais pelo conjunto das imagens da reportagem Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência.

Durante a cerimônia de entrega do prêmio, na tarde de quinta-feira (11), ela destacou a importância da comunicação pública ao reportar os povos indígenas e suas comunidades.  

As fotos são de uma retomada Guapoy Mirin Tujury, que fica no Mato Grosso do Sul. Quando a gente chegou lá, eles tinham sofrido um massacre em que um indígena tinha sido morto e dois menores tinham sido atingidos", relata.

"O corpo desse indígena estava lá, e estavam querendo tirar o corpo para fazer uma autópsia e os indígenas não queriam e tinham medo, inclusive, desse corpo desaparecer. Então, a gente chegou lá no momento que eles se reuniram e estavam decidindo o que iriam fazer. Era um momento tenso e de grande importância, relembra a fotojornalista.

Muito emocionada com a menção honrosa, Tânia afirma que, embora a fotografia seja um ato individual, também é cercada por uma equipe. E, para ela, reportar e defender as comunidades indígenas e os povos tradicionais é reportar o meio ambiente.

Os indígenas das retomadas são povos que sofrem todo tipo de violência, o tempo inteiro. Então, esse tipo de violência física, de matar, violências psicológicas diárias, violências da polícia militar, dos fazendeiros. De todos os lados. E eles são, realmente, guerreiros e precisam ser visibilizados, finaliza. 

Na mesma cerimônia, a Radioagência Nacional ficou em terceiro lugar na categoria iniciativa de educação midiática com o podcast Crianças Sabidas Série Trilhinhas Amazônicas.
 

Outros prêmios

Essa não é a primeira vez que imagens da Agência Brasil ganham destaque por sua relevância. No ano passado, o fotógrafo Marcelo Camargo recebeu menção honrosa no prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (IAPA, na sigla em inglês) pela série Ancestral Firefighters, que retrata o trabalho de brigadistas da comunidade quilombola Kalunga no combate ao fogo no Pantanal, em 2024. 

Em 2024, dois fotógrafos da Agência Brasil venceram a 41ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, organizado pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), em parceria com Ordem dos Advogados do Brasil - RS (OAB-RS).

A foto 7x1, do fotógrafo Paulo Pinto, que registrou a repressão policial durante manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo, levou o primeiro lugar.

Já o fotógrafo Fernando Frazão levou o segundo lugar com Tenho Minha Vida de Volta, que registrou o momento em que o jovem Carlos Vitor Guimarães, de 25 anos, reencontrou a sua família após ficar preso injustamente por um ano e meio no Presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro. 

As imagens da Agência Brasil, agência pública de notícias, são gratuitas e podem ser republicadas, desde que citada a fonte.

Tags:
Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo | tânia rêg

Agência Brasil - Fotógrafa da Agência Brasil recebe menção honrosa em prêmio