A Justiça de Pernambuco barrou a realização do evento de música eletrônica AUMMA, que inauguraria a nova fase da galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu, como um espaço também de aluguel para festas. O local está sob gestão privada da empresa Viva Parques desde março do ano passado, mas, na prática, a galeria deixou de funcionar como espaço voltado para as artes plásticas desde 26 de abril, data do encerramento da última exposição e seu perfil no Instagram sequer está sendo atualizado. No final de semana de 23 e 24 de maio, por exemplo, o espaço foi tomado por um evento do mercado de café.
Na sexta-feira (29), oito condomínios das redondezas do Parque Dona Lindu solicitaram uma liminar ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para impedir a realização do evento, alegando possível perturbação sonora. Horas antes do início da festa, a juíza Adriana Cintra Coêlho concedeu a liminar. A multa pelo descumprimento da ordem judicial era de R$ 200 mil.
A produtora ainda tentou reverter a decisão, sem sucesso.
No despacho, a juíza considerou que a autorização da prefeitura era até às 2h deste domingo, mas todas as peças de propaganda da festa divulgava que o evento iria até às 6h30min. Além disso, os documentos juntados demonstram que a discussão acerca dos impactos sonoros decorrentes da realização de eventos no Parque Dona Lindu não constitui fato isolado ou episódico, tanto é que já fora discutido em audiência pública promovida pelo Ministério Público, diz trecho da liminar.
A AUMMA só cancelou oficialmente a festa à meia-noite do sábado. Em comunicado, a produtora afirmou que havia conseguido todas as licenças junto à prefeitura do Recife e ao Corpo de Bombeiros. A produtora afirmou que vai reembolsar quem comprou ingresso.