Essas Zonas Livres de Combustíveis Fósseis (FFZs), segundo os indígenas, seriam áreas proibidas para exploração em regiões de alta relevância ecológica e cultural.
A iniciativa reúne recomendações para um mapa do caminho global, que foi proposta pelo governo brasileiro na última COP 30, mas sem consenso. Não há transição energética justa sem a garantia dos nossos territórios, afirmou o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasi (Apib), Dinamam Tuxá.
Segundo Tuxá argumentou, a demarcação e a proteção das terras indígenas são medidas concretas de enfrentamento à crise climática.
Quando o mundo ignora isso, escolhe manter um modelo que destrói a vida. Reconhecer o protagonismo indígena abre caminho para um futuro mais equilibrado, diverso e verdadeiramente sustentável".
Mudanças
Desde o último domingo, o Acampamento Terra Livre reúne, em Brasília, segundo os organizadores, cerca de 8 mil pessoas. De acordo com a Apib, o documento quer influenciar negociações internacionais e contribuir para a construção de um novo paradigma de desenvolvimento.
Enfrentar a crise climática exige não apenas mudanças tecnológicas, mas também uma redefinição profunda das relações entre economia, território e direitos, afirmou a entidade em nota.
O documento pede fim imediato da abertura de novos campos de petróleo, gás e carvão, além da criação de um acordo global vinculante para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis.
A crise climática já afeta a produção de alimentos, a saúde, a economia e a segurança das nações. O custo da inação cresce a cada dia, ressalta a entidade. Para os indígenas, é fundamental o reconhecimento dos territórios como áreas prioritárias para a proteção climática e da biodiversidade.