O Sebrae-SP realizou na última quarta-feira (18), mais uma edição do Meet Speed Agro em São José dos Campos, com a participação de mais de 20 startups. As empresas participantes foram de Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos e São José dos Campos, consolidando o evento como um importante ponto de encontro entre inovação e produção rural. A iniciativa conectou startups, grandes empresas e produtores rurais, fortalecendo o diálogo sobre os principais desafios do setor e impulsionando novas oportunidades de inovação no território.
A programação começou com uma visita técnica à Fazenda São Clemente, referência na produção de milho e pecuária de corte, proporcionando aos participantes uma imersão prática nas demandas do campo. Na sequência, o grupo seguiu para o Parque de Inovação Tecnológica (PIT), onde conheceu ambientes estratégicos como o Hub de Inovação da Sabesp, o 3D Experience Lab e a Nexus. A agenda proporcionou um dia intenso de networking qualificado, troca de conhecimento e geração de negócios.
Para Paulo Cereda, gerente regional do Sebrae-SP, o programa cumpre um papel estratégico ao aproximar diferentes ramos do ecossistema. O Speed Agro promove a conexão entre quem precisa de soluções inovadoras no campo e quem está desenvolvendo essas tecnologias. Colocar, no mesmo ambiente, produtores rurais e startups gera oportunidades reais de negócios. Além disso, estamos inseridos em um corredor estratégico do agro, que reúne cidades com alta densidade tecnológica. Essa integração fortalece o setor e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da região, destaca.
A consultora de inovação do Sebrae-SP, Janice Ramos, reforça o papel do programa na construção de conexões. Esta edição marca o encerramento de uma jornada que percorreu as principais cidades do corredor do agro. Em São José dos Campos, preparamos uma programação voltada à geração de oportunidades e conexões estratégicas. Esse é um dos principais objetivos do Speed Agro: aproximar startups, parceiros locais, entidades do setor e o ambiente de inovação, criando condições para novos negócios, afirma.
Durante o evento, os participantes também acompanharam uma apresentação sobre o ecossistema de inovação do PIT, conduzida por Maryangela de Lima, diretora de ciência e inovação do parque. Segundo ela, o ambiente tem papel fundamental no desenvolvimento tecnológico do setor. O Parque Tecnológico de São José dos Campos completa 20 anos e foi o primeiro do Estado de São Paulo. Hoje, reúne cerca de 250 empresas instaladas e quase 500 conectadas ao ecossistema, incluindo iniciativas como o Agropolo Vale, desenvolvido em parceria com o Sebrae-SP. O agro é um dos nossos principais clusters e reforça como a tecnologia está no centro das soluções para o futuro do setor, explica.
A gestora de estratégia e inovação do cluster Agropolo do PIT, Giane Santos, destaca o encerramento do ciclo do programa. Concluímos uma jornada que passou por Ribeirão Preto, Piracicaba, São Carlos e Campinas, e encerramos em São José dos Campos com resultados muito positivos. Tivemos visitas técnicas, rodada de negócios e a oportunidade de apresentar o ambiente do PIT, ampliando a visibilidade das empresas de base tecnológica e fortalecendo sua competitividade no agronegócio, comenta.
A programação também trouxe uma visão de futuro com a palestra da Embrapa sobre agricultura espacial. A iniciativa, desenvolvida com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), busca criar sistemas de produção de alimentos capazes de operar em ambientes extremos, como alta radiação, baixa gravidade e ausência de solo. Além de viabilizar missões espaciais, essas pesquisas funcionam como um laboratório avançado para soluções aplicáveis à agricultura na Terra, especialmente diante dos desafios da crise climática. O avanço dessas tecnologias pode gerar novos negócios, empregos qualificados e posicionar o Brasil de forma estratégica na economia do espaço.
Para nós, é uma grande oportunidade participar de um evento como este. Conseguimos apresentar tecnologias que estão sendo desenvolvidas em parceria com diferentes setores e que podem gerar impactos no curto, médio e longo prazo. Além disso, é um ambiente muito rico para a construção de novas parcerias, destaca Alessandra Favero, pesquisadora da Embrapa.
Conexões que geram resultados
Para Gabriela Ribeiro, CEO da startup Inlida App, de Piracicaba, a experiência no programa tem sido transformadora. Entre todos os programas que já participamos, o Speed Agro se destaca pela proximidade com outras startups e, principalmente, pelo contato direto com produtores rurais. Essa troca entre diferentes regiões é extremamente rica e gera aprendizados práticos para o desenvolvimento das soluções, afirma.
Márcia Mondin, diretora da Ebycell Agro, também ressalta o impacto das conexões. Encerrar essa jornada em São José dos Campos foi muito significativo. Tivemos a oportunidade de apresentar nossa tecnologia de melhoramento genético vegetal com uso de biomicrobiológicos diretamente aos produtores, o que é essencial para que a inovação chegue, de fato, ao campo, diz.
Já Fernando Bastos, CEO da AgScore IA, destaca o papel do programa no fortalecimento das startups. O Speed Agro é uma iniciativa que contribui não apenas com mentorias, mas principalmente com conexões estratégicas. A visita à Fazenda São Clemente, por exemplo, mostrou na prática como a tecnologia já está presente no campo e abriu novas possibilidades de desenvolvimento e aplicação das nossas soluções, avalia.
Sobre o Speed Agro
Como parte do Sebrae for Startups, o Speed Agro trabalha o refinamento das soluções inovadoras e tecnológicas das Agtechs e auxilia na ampliação das vendas das startups através de rodadas, visitas técnicas e networking junto ao ecossistema do agronegócio do Estado de São Paulo, a partir de cinco cidades contempladas no corredor do agro, sendo as cidades ancoras: Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos e São José dos Campos.O programa objetiva facilitar e preparar as Agtechs para acessarem novos investimentos. As empresas contam com todo o suporte dos gestores regionais do Sebrae For Startups, os quais acompanham toda a jornada do programa, auxiliando com conexões e direcionamentos.
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