Na sua jornada independente pelas artes cênicas e pela produção cultural, teve destaque também na revitalização do carnaval de rua do Rio. Em 1985, fundou no bairro de Botafogo, na zona sul da cidade, o tradicional Bloco do Barbas, que se notabilizou como símbolo de um carnaval democrático, crítico e popular.
A partir desse bloco, a cena carioca mudou e os foliões voltaram a se reunir mais nas ruas. O nome do bloco tinha tudo a ver com a barba comprida que Nelsinho cultivou durante a sua vida.
Em nota oficial, o Ministério da Cultura (MinC) destacou que, durante a ditadura militar, Nelsinho foi militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e ficou preso por sete anos, período que marcou profundamente sua vida. Ao longo das décadas seguintes, manteve atuação engajada, aliando cultura, memória e participação política, completou.
Ainda na nota, o MinC manifestou profundo pesar pelo falecimento, que considera uma perda para a cultura do país.
Sua partida representa uma perda significativa para o teatro brasileiro, para a produção cultural e para a história do carnaval de rua do país, disse a pasta.
O Ministério concluiu se solidarizando com familiares, amigos, admiradores da obra e do legado do artista, que tanto contribuíram para nossa identidade nacional.