Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.
O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação, apontou Moraes no despacho.
Por isso, o ministro escreveu, na decisão, que não haveria nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital.
Ele acrescentou que a defesa de Bolsonaro, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade.
Ainda no despacho, o ministro determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário.
A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma crise.
Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel.
A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto permanece fechado.
Ainda sobre o incidente, Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava quanto tempo ficou desacordado e que seriam necessários exames para verificar eventual trauma ou possível dano neurológico.
Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um traumatismo leve.
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