Orientações
O projeto Guardiões dos Cavalos-Marinhos foi promovido pelo Projeto Cavalos-Marinhos em parceria com a prefeitura de Iguaba Grande, localizada na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A ação teve participação de outros projetos para falar um pouco, por exemplo, de aves marinhas (Projeto Albatroz), de raias (Projeto Mantas do Brasil) de resgate de faunas debilitadas (BW). A gente contou com parceiros que foram essenciais para eles entenderem um pouco de diversidade, das espécies marinhas, disse Natalie.
Um dos pontos principais passado para os guardiões é que orientem a população sobre a proibição de capturar cavalo-marinho, prevista na norma 455 do Ministério do Meio Ambiente. A coordenadora do Projeto Cavalos-Marinhos explicou que só quem pode tocar nesse animal são pesquisadores com licença para fazer estudos e pesquisas. O Projeto Cavalos-Marinhos existe há 23 anos, atuando em todo o estado, com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.
Com o lema Transformar para Conservar, o projeto trabalha com as mulheres caiçaras, para que elas possam desenvolver, por exemplo, biojoias provenientes de reaproveitamento de escamas de peixes, ou com redes de pesca que seriam abandonadas e são usadas como artesanato.
Então, a gente trabalha muito a área social para que as pessoas possam se engajar dentro de um conceito mais sustentável.
O projeto trabalha também com a parte de educação ambiental e formação de professores da educação infantil, com a formação de guardas-parque de unidades de conservação, sempre tendo o cavalo-marinho como enfoque, mas entendendo que ele está dentro de um ecossistema e que tudo precisa ser cuidado e protegido também.
A atuação do projeto está muito associada a toda essa parte de concepção, de reconstrução e percepção de um ambiente saudável para todos, dentro de uma linha denominada saúde única, que se refere a um ambiente saudável para os seres vivos, as outras espécies, o ser humano. E todos temos que estar com saúde. Dentro dessa linha é que a gente busca algumas atuações que possam contribuir para um ambiente mais saudável, esclareceu Natalie.
Recomendações
Para as pessoas que encontrarem um cavalo-marinho vivo, o projeto recomenda que admirem bastante, mas nunca o toquem. Sempre deixar no ambiente dele. Se quiserem, podem informar dia e local onde avistaram o animal, através do site do projeto, colaborando para ampliar o número de registros sobre os cavalos-marinhos.
Se encontrarem um cavalo-marinho morto na areia, por exemplo, podem entrar em contato com o Projeto Cavalos-Marinhos pelo Whatsapp ((21) 99379-6417), para o resgate do animal, que será usado em estudos.
Como a gente trabalha com a conservação e não mata nenhum animal, a gente busca sempre que eles fiquem bem. Mas resgata os animais mortos para fazer estudos mais profundos sobre a ecologia deles e acessar coisas que não teria acesso normal, explicou Natalie.
O contato também pode ser feito se o animal for encontrado ferido, para avaliação do estado de saúde, reabilitação e soltura.
Os crimes ambientais devem ser denunciados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pelo telefone 0800 61 8080 (ligação gratuita para todo o Brasil) ou pelo e-mail [email protected]; além das secretarias do Meio Ambiente dos locais onde o crime aconteceu..
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