Nesta terça, 21 de outubro, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento dos sete réus do núcleo 4 da trama golpista, acusados de coordenarem operações estratégicas de desinformação. Formado em sua maioria por militares da reserva do Exército, o grupo tinha conexões com a extrema-direita fora do país e acesso privilegiado à conspiração no fim do governo Bolsonaro, segundo as provas reunidas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os acusados trabalhavam, dentro e fora do país, para dar credibilidade à narrativa de fraude eleitoral em 2022 e influenciar manifestantes bolsonaristas acampados em frente aos quartéis militares, peças fundamentais na engrenagem do golpe.

Se levarmos em conta a sentença inicial do STF no caso, parecem mínimas as chances de absolvição dos sete réus o ex-major Aílton Barros e o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli; o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Moretzsohn Rocha; o subtenente do Exército Giancarlo Rodrigues; o tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida; o agente da PF Marcelo Bormevet; e o coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu.

Integrantes do Núcleo 4