Adversários poderosos
Ainda segundo a ministra, o combate às mudanças climáticas enfrenta a oposição de "poderosos", que se opõem aos esforços para a transição energética. "Existem aquelas pessoas que não querem enfrentar a mudança do clima. Infelizmente, uma grande quantidade delas no mundo têm muito poder, com muita tecnologia, com muito dinheiro, e não é fácil de enfrentá-las, acrescentou.
Com o retorno de Donald Trump à presidência, os Estados Unidos (EUA) anunciaram a saída do Acordo de Paris, compromisso internacional para evitar que a temperatura média da Terra suba mais que 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais limite considerado um ponto de não retorno para a recuperação do meio ambiente.
Em seu mandato anterior, o republicano já havia tomado essa medida, que havia sido revertida durante o governo do democrata Joe Biden, que o sucedeu.
Trump também autorizou a exploração de petróleo sem limites, acabou com subsídios para carros elétricos e desmontou políticas para transição energética.
Já as gigantes da tecnologia, as big techs estadunidenses, têm anunciado apoio aberto às políticas da Casa Branca. Em um jantar na quinta-feira (4), em Washington, chefes da Meta (dona do Facebook, Instagram e Whatsapp), Apple, Microsoft e OpenIA agradeceram a liderança de Trump, enquanto prometem investimentos no país.
Financiamento
A ministra Marina Silva ponderou ainda que, após mais de 30 anos de discussões sobre mudanças climáticas, apenas na COP28, em 2023, nos Emirados Árabes Unidos, é que foi definido a necessidade de abandonar o uso dos combustíveis fósseis, além de triplicar a energia renovável e duplicar a eficiência energética.
Na COP30, no Brasil, o governo espera que sejam definidas as metas para se chegar a esse objetivo, assim como o desmatamento zero até 2030. Todos têm os meios para fazer isso? Claro que não, e precisarão ser ajudados para poder conseguir fazer essa transição, ponderou.
Na COP29, do Azerbaijão, foi definido que os países desenvolvidos devem fornecer, pelo menos, US$ 300 bilhões por ano até 2035 aos países em desenvolvimento, para ajudá-los na transição energética, com convocação às nações para alcançar US$ 1,3 trilhão anuais em 2035.
Entre os objetivos da presidência brasileira na COP30, está criar os mecanismos financeiros para viabilizar esse financiamento para transição energética e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
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