Nas ruas das periferias de São Paulo, as feiras são palco das mais diversas manifestações culturais de origem popular. “Mulher casada aqui não paga, quem paga é o marido!; Experimenta um pedaço dessa fruta aqui, está mais doce que o seu primeiro beijo!, Olha a banana, olha o bananeiro, eu trago bananas de todas as qualidades. Quem vai querer?
No dia 25 de agosto é celebrado o Dia do Feirante. A data foi escolhida para celebrar a primeira feira livre regulamentada no Brasil, que ocorreu em São Paulo, em 1914, no Largo General Osório. Porém antes de ser regulamentada oficialmente, as feiras livres aconteciam em diversos pontos da cidade, de modo regular, desde o século 19.
Segundo Carlos José, autor do livro Nem tudo era italiano, São Paulo e pobreza (1890- 1915), o mercado de rua barateava o preço de alguns produtos e auxiliava o viver cotidiano de vários paulistanos.
‘Ao procurar vender seus produtos, os comerciantes faziam uma melódica cantoria mencionando os aspectos físicos de seus fregueses, oralidade que podemos perceber ainda hoje entre os ambulantes e feirantes’
Para marcar este dia, a Agência Mural traz uma fotorreportagem com trabalhadores de feiras da zona norte de São Paulo que mantêm a tradição no serviço há gerações e hoje têm encontrado o desafio de também adotar as novas tecnologias para cativar a clientela.
Na rua Josino Vieira de Góes, no bairro do Joamar, Eissaku Kanashiro, 52, à esquerda, conta que para termos acesso ao caldo de cana, há um longo processo Nathalia Ract da Silva/Agência Mural