Uma investigação da Polícia Civil descobriu uma estrutura montada para processar, fracionar e embalar cocaína em escala em Campinas. O imóvel, localizado no Jardim Aurélia, tinha até uma máquina computadorizada capaz de acondicionar a droga a vácuo, com padronização de peso e formato dos invólucros.

A descoberta ocorreu nesta quarta-feira (7), durante a Operação “Mijão”, deflagrada pela  DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Sumaré, Hortolândia e Campinas.

No imóvel apontado como laboratório, os policiais encontraram 51 quilos de cocaína ainda sem embalagem e outros 19,5 quilos já preparados para distribuição, além de aproximadamente 6 mil papelotes. A apreensão total chegou a cerca de 71 quilos de cocaína.

Também foram localizados 1,4 quilo de haxixe e 198 gramas de maconha.

Um dos principais elementos encontrados pelos investigadores foi uma máquina computadorizada utilizada para embalar a cocaína.

Segundo a Polícia Civil, o equipamento recebia a droga ainda sem acondicionamento e realizava mecanicamente o processo de embalagem, inclusive a vácuo. O sistema permitia maior velocidade na preparação dos invólucros e mantinha um padrão de peso e formato.

No local, os policiais também apreenderam seis balanças de precisão, utensílios usados no fracionamento e mistura das drogas, um notebook, um HD externo, seis celulares e cerca de 3.500 embalagens vazias.

Anotações manuscritas com informações relacionadas à contabilidade do tráfico também foram recolhidas e serão analisadas durante a investigação.

A investigação começou a partir de uma denúncia encaminhada ao Disque Denúncia 181, do Governo do Estado de São Paulo.

A informação apontava que um homem de Sumaré, conhecido como “Robinho”, manteria uma estrutura para processamento de drogas ligada a um traficante conhecido como “Mijão”, que teria atuação em Campinas.

Durante o trabalho de inteligência, os policiais identificaram “Robinho”, de 43 anos, e outro investigado, C.L.C., de 42 anos, conhecido como “Alemão”.

Segundo a Polícia Civil, os dois exerceriam funções de gerenciamento dentro da estrutura investigada.

As diligências também apontaram que “Mijão” estaria foragido da Justiça há vários anos. A investigação apura ainda informações sobre um suposto envolvimento dele em articulações criminosas, inclusive relacionadas ao planejamento de atentados contra integrantes do Poder Judiciário.

Seis veículos foram apreendidos

Além das drogas e dos equipamentos, os policiais apreenderam seis veículos ligados aos investigados.

Três deles apresentavam registros de roubo ou furto. Por isso, a ocorrência também passou a envolver a suspeita de receptação.

“Robinho” e “Alemão” foram localizados e detidos em suas respectivas residências durante o cumprimento dos mandados.

A autoridade policial ratificou as prisões em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação, conforme a participação individual atribuída a cada investigado.

Os dois foram encaminhados à sede da DISE de Americana e, após os procedimentos policiais, serão levados à Cadeia Anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas, onde permanecerão à disposição da Justiça para audiência de custódia.

O nome da operação

A operação recebeu o nome de “Mijão”, em referência ao apelido do traficante apontado pela investigação como responsável pela estrutura criminosa à qual os dois presos estariam ligados.

As investigações continuam para localizar o suspeito e esclarecer a participação de outros envolvidos no esquema.

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Divulgação - Operação foi realizada nesta quarta-feira, em Campinas

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